O Dora Duarte
Texto de Edna Domenica Merola
Participa do Grupo Vocal Floripa Canta
desde sua fundação. Nasceu em João Pessoa, em 08 de janeiro de 1951. É
paraibana de nascença e potiguar de registro civil Nova Cruz, RN. Membro da
Academia de Letras do Brasil (ALB) da Associação Literária Florianopolitana
(ALIFLOR). É contadora de história e faz esse trabalho voluntário,
sistematicamente, desde 2008, em três locais: duas Creches APAM e na Creche
Francisca Idalina Lopes. Conta histórias esporadicamente em Asilos e Creches
carentes. Criou os bonecos: Cidorinha e Igor. Escreve romances, contos,
poesias. É autora das obras: A Menina que
não Sabia que Podia Sonhar; Coisas de Criança; Por que eles vieram me visitar?;A Levada Cidora; Vidas
Traçadas; Areias do Meu Bairro.
Seus blogs: http://cidorinha7.blogspot.com
http://contacontosencantados.blogspot.com
http://sonhospesadelosrevelados.blogspot.com
http://fazendadepoemasepoesias.blogspot.com
www.recantodasletras.com.br/autores/doraduarte
Fotos: Madalena Stelmak
EDNA DOMENICA MEROLA
Edna Domenica Merola é bacharel em Letras, Pedagogia e Psicologia; mestre em Comunicação e Educação; escritora.
Participa do Grupo Vocal Floripa Canta desde sua fundação. Na infância, teve
professores particulares de violão (acompanhamento) e piano. Em sua
adolescência, o canto coral era ministrado nas aulas regulares do
"Ginásio" (Ensino Fundamental). Ela e alguns colegas também
participavam do coral da Igreja vizinha da escola. Hoje, continua achando que participar
de um grupo vocal é diversão, distração, aprendizagem musical e convivência.
Pensa que o canto atrai público de qualquer idade. Encara a experiência do canto
como algo pró qualidade de vida: concentrar-se, manter o foco, desenvolver a
capacidade pulmonar , cultivar paciência, saber ouvir e calar, entrar em
sintonia com o outro, exercitar a memória, controlar medo de ‘palco’, sentar
com a coluna reta. Com as aulas do maestro Vilman foi resgatando o gosto pela
aprendizagem da música. Já com a preparadora vocal Nane voltou a acreditar que
pode usar a voz para declamar e até cantar sem forçar a garganta.
Além do canto, dedica-se ao projeto Aquece a Escrita que é filho legítimo de uma prática que ela iniciou em
1982 e que conjuga o ensino de técnicas de redação com o Psicodrama Aplicado.
Essa prática teve dois importantes registros: um artigo científico e um livro
paradidático, respectivamente O Desbloqueio da Expressão e Técnicas de Redação
através do Jogo Dramático (revista da
FEBRAP, no. 4, ano 7) e Aquecendo a Produção na Sala de Aula (Editora Nativa, 2001). Há um terceiro registro que é
informal, mas constantemente atualizado: aquecendoaescrita.blogspot.com.br.
Realiza oficinas de produção escrita, utilizando recursos lúdicos desenvolvidos
para habilitar os participantes no uso de técnicas relativas aos itens: Retrato; Descrição de uma cidade; Narração
descritiva; Criação de personagens com cartas do tarô; Criação Coletiva de uma
Narração; Dissertação sobre um dos Sete Pecados Capitais; Redação de Texto para
Teatro; Produção de Poema. As interferências semanais realizadas durante
duas horas e meia iniciam por um aquecimento, seguido pela escrita de texto e
depois pela leitura e comentários (sobre como o autor usou a técnica padrão no
texto, criando algo inédito pelo uso de seu estilo).
Tem residência em Florianópolis, desde
2007, cidade que combina muito com seu gosto pelas atividades voltadas para a
alma, tais como a escrita literária, a ioga, o tarô, o canto. É autora de
crônicas, poemas, autoajuda, peças teatrais e letras de músicas. Realizou duas
sessões de autógrafos, em 2012, na Livraria Catarinense do Shopping Beira Mar:
em 10 de maio (A Volta do Contador de Histórias. Contos) e em 24 de julho
(Cora,Coração. Poesia). Em ambas houve breve sarau e apresentação do Grupo
Vocal Floripa Canta, sob a regência do Maestro Vilman da Silva Ferreira.
Hoje, desenvolve (com recursos próprios)
pesquisa do processo de construção da musicalidade na poesia. Educadora
aposentada (pela Prefeitura Municipal de São Paulo desde 2002) ainda tem
sonhos: o de continuar coordenando oficinas de criação nas quais pretende
reunir compositores que queiram expandir suas possibilidades de criar letras de
músicas.
Texto:Eliane/Madalena
Fotos: Madalena
AS DUAS IRMÃS DO GRUPO VOCAL
Como elas costumam cantar lado a lado e o pessoal
do grupo até confunde seus nomes, no dia combinado para entrevistar as duas
irmãs do Grupo Vocal Canta Floripa, preparei as questões sobre as quais sou
espontaneamente curiosa. Aguardei-as no Espaço Cultural Rita Maria. Cheguei
antes do horário combinado para poder aproveitar ao máximo o tempo que nos foi
reservado. As irmãs vinham de outro local onde se reúne outro grupo de
convivência do qual participam e que uma delas coordena. Mesmo assim, foram
pontuais como sempre. Zulma entrou no local andando um pouco à frente e Zilá,
em seguida. As respostas objetivas e assertivas foram dadas com o bom humor
costumeiro. Percebi que têm personalidades bem diferentes e que se harmonizam nessa
complementaridade. Pude descobrir porque nutria já uma simpatia pela dupla,
antes mesmo de ouvi-las narrar um pouco de suas histórias de vida. Foi um
grande prazer entrevistá-las, assim como tem sido ser colega de grupo dessas
senhoras.
Zilá Cecília Mafra
Nasceu em 1928,
em São José (SC). Estudou até o Complementar no Grupo Escolar José Boiteux. Do
signo de Touro, possui muito gosto pela vida e procura tanto o bem estar
material quanto o espiritual. Interessa-se por música, é conservadora,
paciente, leal e confiável.
Da infância,
conta que a família mudou de São José para Florianópolis e que os pertences
foram transportados em carro puxado por bois. Negou-se a subir nesse carro de
transporte e foi a pé.
Lembra-se de que
os irmãos e outros parentes mais velhos comentavam muito sobre a “revolução de
trinta”. Sobre Vargas, comenta acreditar que ele foi assassinado ao invés de
ter cometido suicídio, como é a versão oficial histórica.
Na opinião de
Zilá, um grande marco da mudança dos costumes foram as referentes às roupas
femininas como o uso da calça comprida e do maiô. Lembra-se de que o pai não
admitia que as filhas moças tomassem banho de mar. Tinha de ir às escondidas e
de vestido. Com o grupo de moças costumava ir à praia onde era o Matadouro, na
Beira Mar Continente. Hoje, devido à poluição, o local referido detém um
apelido jocoso e que faz Zilá rir muito e de forma envergonhada, quando foi mencionado
por outra pessoa presente, pois ela mesma não pronunciou a expressão, na
entrevista.
O gosto pelo
canto vem desde os 12 anos de idade, quando cantava na Igreja.
Ficou viúva em
1991. Por volta de 2000, começou a frequentar um grupo de convivência que se
reúne duas vezes por semana. Sempre foi uma pessoa alegre, mas acredita que
antes disso era mais tímida e que atualmente é mais ativa. Participa do Grupo
Vocal Floripa Canta, desde a sua fundação, em janeiro de 2012. Os filhos
incentivam-na a participar desses grupos e de atividades e passeios, em geral.
Zulma
Cecília Santana
Nasceu em São José, mas foi registrada em
Florianópolis (SC), em 1930, no ano da revolução brasileira que culminou com o Golpe de Estado, que depôs o presidente da república Washington Luis e impediu a posse do presidente eleito Julio Prestes, pondo fim à República Velha.
É do signo de Balança (Libra): Signo de ar regido por Vênus, que exalta a sensibilidade
e refina as emoções e sensações. Gosta de participar da vida social, de
preferência acompanhada de gente interessante. É alegre e elegante. Gosta de
arte e cultura. Como libriana aprecia o trabalho que dependa da inteligência,
habilidade e bom gosto. Envolve-se com atividades artísticas como as danças em
grupo e o canto. Inclinada à vida em família, mas também aprecia a companhia de
amigas. Começou a frequentar grupo de convivência antes de ficar viúva.
Estudou até o complementar no grupo Escolar José
Boiteux. Ao responder sobre quais foram os fatos marcantes de sua vida
lembrou-se do nascimento da primeira filha. Uma lembrança carinhosa, mas também
dolorosa, pois remonta ao atendimento à parturiente, à época.
Sobre memórias ainda mais remotas lembra de que a
mãe e um dos irmãos faleceram em 1942, ano em que outro irmão foi convocado
para a Guerra Mundial. Conta que a cunhada e a irmã foram pedir o relaxamento
da convocação. Isso foi concedido mediante a permuta com um jovem que não havia
sido convocado e que se prontificou a ir para a Guerra no lugar de seu irmão.
Lembra-se de que prenderam alemães pelo simples fato de residirem por aqui.
Perguntada sobre a ditadura, lembrou-se da Era
Vargas. Conta que as famílias conseguiram liquidar as prestações da casa
própria, pois à época não havia juros e nem correção monetária.
Avalia que as mudanças sociais foram benéficas no
sentido de incluir a mulher no trabalho remunerado. A época em que a mulher
trabalhava na lavoura familiar e nos afazeres domésticos era muito ruim. Quanto
ao que piorou, menciona os casamentos que não duram mais como outrora.
Em Florianópolis, atualmente, frequenta dois
grupos de convivência e incentiva sua irmã Zilá que a acompanha. Além de
participar como cantora do Grupo Vocal Floripa Canta, coordena um grupo de
convivência de idosos no qual diversas atividades já foram desenvolvidas
(ginástica trabalhos manuais, dança circular, palestras com especialistas de
saúde, excursões). Desse rol algumas ainda são mantidas por conta de que ela
passa para os membros novos o que aprendeu anteriormente. Acredita que a
vivência em grupo fez com que ela ‘melhorasse’ o humor, pois era muito
‘trancada’ e aparentava ser ‘brava’.
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A PREPARADORA VOCAL ELIANE ILDEBRANDO.
Texto por Edna Domenica Merola,
participante do Grupo Vocal Floripa Canta,
escritora, psicóloga, Mestre em Educação
Os participantes do Grupo Vocal Floripa Canta conhecem-na por Nane. É pessoa discreta, daquelas que trabalha incansavelmente sem transpirar. Tem perfil para o exercício docente: é assertiva, organizada, metódica, pontual, assídua. No início de cada aula expõe o objetivo. Ao longo da sucessão das aulas vai lançando desafios cujo enfrentamento exige mais esforços, gradativamente. Só ao final de alguns meses de trabalho é que os participantes atentos podem vir a perceber o volume e a intensidade da aprendizagem.
Exageradamente fiel ao seu papel de professora, nas apresentações, mantém-se longe do ‘palco’. Na plateia, colhe material de avaliação para subsidiar o preparo das novas aulas. Eis porque esse breve registro pretende colocar Nane na ribalta, merecidamente.
Catarinense, formada em Direito, participou inicialmente do coral da OAB/SC (2002), com o propósito de conhecer advogados. Apaixonou-se pela música e o resultado foi inesperado, trocou o direito pela música.
Corista dos corais UNISUL (Marcus Vinícius), Ítalo-brasileiro (Luiz Fernando Vieira), Hospital Florianópolis e Hospital Caridade (Fernando Di Carli), Coro Lírico da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina sob regência de Ricardo Moritz (2004) e Maria Isilda Rosa (2007), Associação Coral de Florianópolis sob regência do maestro Alberto Andrés Heller (2004), maestro Pier Giorgio (2008), regente Eduardo Serafim (2009) e regenteTibi Laus (2010-2012).
Cantou extenso repertório como: músicas populares nacionais e internacionais, Missa da Coroação de Mozart, Réquiem de Fauré, missa em Sol de Schubert entre outras peças eruditas, coro de óperas com acompanhamento de orquestras: Municipal (Carlos Alberto Vieira), Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (José Nilo do Vale), Camerata Florianópolis (Jeferson Della Rocca). Participou da Turnê “Rock” com a participação da Banda Zawajus, pelo interior de Santa Catarina.
Participou da oficina de canto no Teatro Adolfo Melo com o professor Luiz Fernando Vieira, que proporcionou as primeiras aulas particulares gratuitas e o incentivo para o teste no Coro Lírico da OSSCA; oficina de flauta doce com o professor André Franzoni; Oficina de expressão corporal aplicada ao canto com a professora Ive Luna, no Teatro da UBRO; Oficina de “Harmonia Popular Aplicada ao Piano”, na UDESC com a professora Maria Lúcia Bastian; Oficina Pauta Contemporânea do SESC, com a Professora Doriana Mendes (UNIRIO RJ) e Música de Câmara com o professor José Wellington (UNIRIO RJ). Oficina percussão “Eu Faço Cultura”, professor Renato na UDESC; Curso de percussão realizado pelo SENAC e curso de teatro pela CUT, ambos com duração de 200 h/a. Oficina de canto popular com a professora Maria Cristina Tunussi; Masterclass com a professora uruguaia Alda Tonelli, pelo 13º Festival Nacional Aldo Baldin (2011).
Iniciou aulas de canto lírico com o Professor e tenor Luiz Fernando Vieira (2004), inicialmente como bolsista, pois se destacou entre os alunos da oficina do Teatro Adolfo Melo. Atualmente aluna de Natacha Winggers.
Foi bolsista do projeto do Governo Federal, “Escola Integral” na Escola Estadual Jurema Cavallazzi lecionando Musicalização Infantil.
Professora de técnica vocal desde2006, com trabalhos individuais, grupos de crianças e adultos. Atuou em diferentes igrejas como Assembleia de Deus (Prainha, Costeira e Potecas), Igreja Quadrangular (em Canasvieiras), Igreja Luz dos Povos, grupo de alunos do projeto Escola Aberta do IEE.
Em 2006, participou como Convidada do Recital Wania Kallas (2006), da Nona Sinfonia de Beethoven com o coral Polyphonia Khorus (2009 e 2010), sob regência de Mércia Ferreira e Jeferson Della Rocca, do grupo “Laelia Purpurata”, projeto do compositor Mirandinha, com músicas da Ilha.
Seu trabalho Voluntariado é extenso. Inclui a Coordenação do Coral da OAB/SC (2002-2004), onde organizou algumas apresentações no asilo Irmão Joaquim, asilo da SERTE, Lar Recanto do Carinho e CEPON. Foi Voluntária da Orquestra Sinfônica das Comunidades, presidida por André Calibrina (2006-2008). Foi Professora de técnica vocal para o curso de teatro da Escola Canto da Ilha (CUT). Foi Recreadora voluntária na “Chegada do Papai Noel” OAB Cidadã em Canasvieiras. Em 2009, lecionou aulas gratuitas de técnica vocal através do projeto Escola Aberta do Instituto Estadual de Educação e também nas igrejas como Assembleia de Deus (Prainha, Costeira e Potecas), Igreja Quadrangular (Canasvieiras), Igreja Luz dos Povos.
No Natal de 2009, apresentou-se com a soprano Glaci Refosco na Maternidade Carmela Dutra e Hospital de Caridade.
Em junho de 2010, iniciou o Projeto “Manédicas”, no Hospital da Caridade. Esse voluntariado se estende até hoje.
Sabemos que muitos, além de nós, em Florianópolis, conheçam a preparadora vocal Eliane Ildebrando pelo carinhoso apelido ‘Nane’. Realçamos esse pormenor por acreditarmos que isso transpira simplicidade e autenticidade: jeito sábio de ser. Método eficaz de desenvolver autonomia, dignidade, apreço e pertencimento no projeto que envolve pessoas vindas de tantos pontos culturais. Um modo especial de ensinar a cantar Floripa com voz parceira e ética: eis a metodologia da Nane.
Florianópolis, 08 de julho de 2012.
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MIGUELINA VARGAS DA SILVA
Miguelina Vargas da Silva, nasceu em 29 de setembro d 1932 em Passo Fundo – RS. Quando criança era quieta, mas boa aluna sempre a escolhiam para fazer teatro na escola e também para demonstrar os exercícios físicos para os alunos.
Estudou até o 1º ano do ginásio, quando perdeu a mãe e precisou cuidar da casa e dos irmãos. Casou teve dois filhos e tem três netos. Ficou viúva em 1988, dois anos depois entrou para o CREAT de Passo Fundo, para fazer dança, teatro e ginástica.
Um ano de ensaio com o professor Edson Lopes e começaram a viajar: Florianópolis, Curitiba, São Paulo e até dividiram o encerramento do Festival da Praia Grande com o cantor Agnaldo Rayol.
Nesse Grupo “ Estrelas da Maior Idade”ela permaneceu por oito anos e então passou para outro Grupo, Doati, da Prefeitura de Passo Fundo, com um maior apoio, onde permaneceu por doze anos. Muitas apresentações e vários prêmios, Ouro,Prata, Bronze e na bagagem muita amizade.
Hoje cantora do Grupo Vocal Floripa Canta, nos encanta som sua presença.
Fotos: Miguelina
Texto: Miguelina e Eliane
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NOSSO MAESTRO VILMAN
NOSSO MAESTRO VILMAN
Vilman da Silva Ferreira é regente do grupo ‘Floripa Canta’ desde os últimos meses do corrente ano. Acompanhou-nos em apresentações no terminal rodoviário Rita Maria, além de outros locais aos quais cantamos a convite, tal como na Livraria Catarinense, em 10 de maio, e na CELESC, em 15 de junho.
O atual regente do “Floripa Canta” reside em São José (SC), é maestro, compositor e arranjador. Militar reformado, tocou trombone de vara, foi regente de banda marcial, é barítono.
Seu nome um tanto diferente: é a forma brasileira que se assemelha a Willman e também a Wilmann. O primeiro, de origem teutônica, significando: protetor absoluto. Já Wilmann, do germânico, significa célebre pela vontade. Questionado sobre os referidos significados, nosso maestro respondeu que pensa que proteger é ajudar a não errar. Disse também que o lado positivo de ser protegido é estar sob a guarda de um grupo de pessoas, de um lugar ou de um ambiente. Somar por divisão de tarefas é um dos seus lemas. Acrescentou que ter força de vontade é ter um sonho, um objetivo. Acha que venceu pela força de vontade, e pela colaboração e ajuda dos outros. Mesmo em situações de comando como a de reger uma banda militar de 84 componentes, pensa que nunca exagerou em decidir tudo sozinho.
Para ele, elogiar é incentivar alguém a trilhar aquele caminho que escolheu. Por isso nada o deixa mais feliz do que um elogio. Em contrapartida, entra em profunda tristeza quando se sente humilhado ou desrespeitado. Nesse caso, ao invés de expressar sua indignação, se isola de todos. Harmoniza-se muito bem com crianças, gosta de demonstrar seu romantismo e sua criatividade.
Nasceu em Araçatuba Mirim: uma pequena localidade vinculada a Laguna: terceiro município mais antigo de Santa Catarina, também conhecido por ser a terra natal de Anita Garibaldi, esposa do revolucionário Giuseppe Garibaldi.
'Nosso Maestro' (como carinhosamente o chamamos) nasceu sob o signo de Escorpião. Dentre as características de seu signo pode-se notar que Vilman é um ser humano profundo, graças ao conhecimento adquirido, tem magnetismo, envolve-se emocionalmente com facilidade, é perspicaz, tem senso de pesquisa, é intuitivo, gosta de se reciclar e faz isso trabalhando em conjunto.
É um cavalheiro, daqueles que mesmo aos 78 anos cede seu lugar para alguma senhora sentar-se, por exemplo, no ônibus.
É exigente consigo, em primeiro lugar, pois mesmo não recebendo nenhuma remuneração é pontual, assíduo, cumprindo as funções de regente de forma burilada.
É perfeccionista e mesmo em sua docilidade tem metas altas para nosso peculiar grupo de cantores. Tem sempre uma forte intenção de ser fiel ao que o compositor escreveu na partitura ‘oficial’ de uma composição, ensinando o arranjo original e solicitando que os participantes descartem vícios adquiridos da audição de formas diferentes das referidas. Entende que os cantores devam se esforçar para aprender a ler partitura, e com seu jeito amável vai pouco a pouco convencendo as pessoas que se aproximam do grupo a irem aceitando essa ideia.
Texto: Edna Domenico Merola
Fotos: Madalena Stelmak
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DONATO RAMOS
Dizer a idade deste homem chega a ser banal. Melhor seria dizer o número de atividades que exerceu, desde menino e continua ativamente inventando. Essa contagem não tem fim, assim como o Donato irreverente, otimista, amigo, incentivador e outros tantos adjetivos segue em frente, sempre criando um grupo de boemia, uma nova antologia, fazendo novos amigos. É o tal "que perde o amigo, mas não perde a piada" mas, nos momentos sérios faz o máximo para ajudar o próximo, mesmo que não o conheça.
Como editor de livros, recentemente estimulou novos escritores a publicarem seus "guardados de gaveta", fato que foi ressaltado no I Encontro de ALB's, em Florianópolis,com louvor.
Tocador de violão (também compõe e canta muito bem), destaca-se, na Rodoviária Rita Maria, com suas alegres canções, tocadas na harmônica (gaita de boca) provocando as pessoas a cantar e dançar.
Donato Ramos é o nosso Destaque da Semana e no coração de cada um de nós.
Texto: Ivonita Di Concilio
Fot: Madalena Stelmak

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CLÁUDIO BRISTOT
Primeiro regente do Grupo Vocal Floripa Canta, CLÁUDIO JOÃO BRISTOT (61 anos), natural de Criciúma e residente em Florianópolis desde 1971 já se considera um Manezinho da Ilha. Casado com Neusa, pais de três filhas e avô coruja de seis netos, Cláudio é regente de Coral há 40 anos e, também, graduado em Administração Pública. Foi Diretor do Figueira, time de coração de sua família. Orgulha-se de haver criado, juntamente com o amigo pianista Mirandinha, o Coral da Câmara de Vereadores de Florianópolis e, recentemente, ter dado início ao nosso Grupo Vocal Floripa Canta. Como bom desportista, deu o ponta-pé inicial e aprontou nossos cantores para seu caminho musical. Em março, retirou-se do GVFC para cursar Direito.
Segundo Bristot, "elegi o ano de 2012 um ano sabático musical " - ou seja: este ano ele estará afastado da regência musical
(se suportar a saudade....)
Texto: Ivonita Di Concilio
Fotos: Madalena Stelmak








quero ver quando chegar a minha vez de ser paparicada...
ResponderExcluirMuito importante esta coluna do site, dá a oportunidade de conhecer os componentes do Grupo que é bem dinâmico.
ResponderExcluirMostra a todos que a Idade não é obstáculo nenhum para ser feliz e realizar os sonhos.
Aceitamos quaisquer colaborações e/ou comentários relativos às atividades do Grupo Vocal Floripa Canta, bem como acréscimos (comprováveis) sobre os componentes.
ResponderExcluirPublicaemos, também, "curiosidades" sobre o tema MÚSICA.
Gratos
Este comentário foi removido pelo autor.
ExcluirEdna, também colaboara com o site do Grupo, fazendo o perfil dos componentes do Grupo, tarefa a ela designada e cumprida com maestria.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirDora Duarte, além dos atributos acima citados,é uma excelente intérpetre, tive a oportunidade de presenciar sua performace em uma apresentação quando o Grupo fez uma das reuniões de confraternização.
ResponderExcluirAlém disso segundo nossa orientadora vocal Eliane(Nane),Dora é muito aplicada pois faz a tarefa de casa na técina vocal aplicada assim obtendo ótimos resultados quando usa a voz. Parabéns!
UM DIA DEI VIDA A UM IDEAL
ResponderExcluirSONHO
EM NOTAS MUSICAIS O EMBALEI
JUNTANDO AMIGOS EM MUNDO REAL
CANTANDO COM ELES O MEU LORE=LEI
MAS, COMO BOLHA DE SABÃO ELE SUMIU
PROCURANDO OUTROS CÉUS
REALIZANDO OUTROS SONHOS
QUE NÃO ERAM OS MEUS.
(IVONITA - DEZ/2012)
Que bom te achar para dizer que admiro sua energia e que seu cantar encanta por onde você for. Obrigada Ivonita, pela oportunidade de conhecer você. Eliana Pontes
Excluirbom dia como faço para participar do grupo? 48 998076456 whatsapp tim caio von kirchof.mt obrigado
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